quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Ansiedad y pensamientos


Mi expectativa a respecto de las Minas Gerais no se compara con lo que realmente experimente allá.

El paisaje urbano diferenciado de Tiradentes tenía una característica colonial. Cuando caminé por sus calles estrechas, las sensaciones me inundaron: como se estuviese en una realidad paralela. Me pregunté cuántas vidas han sido agraviadas para que se fuese construido ese patrimonio de la humanidad.

No tan diferentes eran estos sentimientos cuando fui a todas las iglesias. Trabajadas internamente en madera y con una suntuosa capa de oro, impusieran la grandeza de la Iglesia, al mismo tiempo que sugiere la singularidad del hombre en relación a Dios.

Recordé las primeras iglesias en el estilo de la época barroca: muchos cuadros y esculturas de santos, cada uno con una historia para contar, mostrar o reproducir. La Iglesia de San Antonio en Tiradentes y la Iglesia de Nuestra Señora del Pilar de Ouro Preto son buenos ejemplos de las grandes inversiones que se hicieron.  ¡Son casi 500 quilogramos de oro en cada una!

Durante el apogeo del oro, los portugueses importaron africanos, que fueron esclavizados. Pero eran fuertes y capaces de resistir moralmente. Como forma de oposición ellos confirmaron su propia cultura y rasgos con capoeira y congada, por ejemplo.
Pero el oro y el diamante que brillaba en Minas Gerais fueron sólo el presagio de una mayor luminosidad: la lucha por la libertad.

En el Museo de la Conspiración, me siento incomodada: son muchas informaciones al mismo tiempo y que deben ser descifradas.  Los intelectuales, soldados, sacerdotes, comerciantes y terratenientes ricos se reunieron en lugares secretos. Me pregunto cómo era la tensión en esos ambientes ocultos que estaban tramando planes malvados.

Visitar la ciudad de Tiradentes fue volver al pasado… La muerte de Tiradentes, así como los pasos de Cristo, liberó el pueblo de las garras de males mayores: los pecados y la negación de la libertad. Concluyo mis pensamientos, me recuerdo una vez más de las colinas escarpadas que debe cubrir la mayor parte de esas joyas codiciadas en los siglos pasados… 

Fonte: autoria própria.

sábado, 9 de novembro de 2013

Riquezas e sacrifícios

As cidades históricas mineiras possuem muitas riquezas – explícitas e implícitas. Entre as explícitas podemos destacar a quantidade de ouro que pudemos ver nas igrejas (mais de uma tonelada de ouro, em cada cidade); as minas de ouro que foram exploradas há muito tempo pelos escravos que lá estiveram. Outras dessas riquezas explícitas são os casarões das cidades históricas que pertenciam aos nobres da época; assim como todas as pinturas e obras de Aleijadinho – uma verdadeira riqueza artística.

Quanto às marcas deixadas pelas riquezas implícitas, podemos destacar a exploração que os negros sofriam durante seus trabalhos nas minas. Muito ouro fora tirado de lá, o que nos faz perceber o árduo trabalho que tiveram os escravos. Outra riqueza implícita importantíssima é a arquitetura barroca típica daquela época e que vemos até hoje nas construções históricas das cidades de Minas Gerais.

Os confrontos entre as classes sociais naquela época (e ainda hoje) eram muito marcantes e podemos ver esta segregação dos povos dentro das igrejas. Havia igrejas que só entravam brancos e igrejas que só entravam negros, sendo as dos brancos mais requintadas e exuberantes, ao passo que a dos negros era mais simples e singela.  Também havia a separação das cidades, como Ouro Preto era separado, em cidade alta e cidade baixa.

O desejo de liberdade dos escravos era enorme. Os negros ricos compravam sua alforria. Se o escravo alcançasse a sua liberdade, teria chances maiores de conseguir sua própria renda, sem ter que sofrer nas mãos do “dono” deles. Também poderiam ter chances de uma igualdade social e, por meio do dinheiro, tentarem diminuir seus sofrimentos e preconceitos contra eles.



O trabalho escravo fez com que a economia das cidades históricas crescesse, pois eles trabalharam muito e retiraram uma elevada quantidade de ouro, a qual movia a economia mineira; ouro que servia a exportação, porém o crédito certo, até hoje, não é dado aos escravos que enriqueceu nossa nação. 

Interior da Igreja Matriz de Nª. Sra. do Pilar em que
trabalho escravos constitui uma riqueza explícita.

Fonte: 
Texto de autoria própria;
Pesquisa de campo. 
  

Conexões


Por trás de cada pequeno detalhe destas encantadoras paredes, uma história. Não é uma história como aquelas de conto de fadas, onde tudo termina no “viveram felizes para sempre”. Pelo contrário, pelos interiores ovais das igrejas, que eram feitos de madeira, depois revestidos ouro – seja este trabalhado em forma de folhas, pó ou até mesmo líquido-, continha a história de um povo: que fora amaldiçoado pela cor de sua pele, tendo que fazer trabalhos subversivos - o trabalho escravo.

A própria Igreja em seu âmbito externo indicava uma segregação racial: eram poucas as que permitiam o contato entre negros e brancos (estas eram chamadas de Matriz), havendo assim, igrejas para negros e igrejas para brancos.

A ideia de preconceito e racismo nas próprias instituições católicas é muito contraditória: afinal, Deus não ama seus filhos, independentemente da cor da pele, da condição social e do lugar que vieram? Afinal, qual o sentido de ser devoto a São Francisco – o santo que fez votos de pobreza, igualdade e simplicidade- e as Igrejas serem pomposas e formadas por processos de segregação?

Mesmo com toda essa separação, os brancos não são superiores que os negros, apesar de acharem isso. Claro que, em questão de suntuosidade e investimentos, os brancos não pouparam esforços para deixarem suas igrejas com um brilho interno colossal. Basta entrar na Igreja de São Francisco de Assis (ou em outra qualquer) para perceber a quantidade vultosa de informações.

Adornadas com esculturas e pinturas do estilo Barroco, nenhum espaço ficava imune, confirmando-se o horror ao vazio. Imagens sugeriam que as pessoas deveriam ser “caridosas como um pelicano”; uma excelente acústica proporciona a fala sem a necessidade do uso de microfones.

Porém, a religiosidade sentida numa igreja de brancos é diferente da igreja de negros. Só de saber que escravos ali estiveram, uma sensação ruim percorria em nossos corações. É certo que todas se baseiam na fé, algo imaterial; contudo, numa igreja destinada aos brancos, o olhar se perde em tantos detalhes, o que vai tirando o foco principal. Por sua vez, a igreja de negros é mais simples – não desprovida de ouro, nem detalhes, nem pinturas: porém tudo com uma singeleza tocante -, o que se aproxima mais do que pregava São Francisco e faz com que os rituais que naquele espaço ocorram sejam de profundo coração.

Havia também a Igreja Matriz: aquela onde todas as irmandades poderiam se encontrar para discutir certos assuntos, como os investimentos que seriam feitos para a manutenção do local sagrado.  Não havia questionamentos quanto à ajuda que todos prestavam à igreja. Em troca desse auxílio alcançariam bens maiores: o direito de serem enterrados em solos sagrados e as missas especiais (como a de santificação).

Irmandades são grupos independentes (ainda existem) de leigos que se reúnem para a devoção de um santo. As ordens religiosas (como a franciscana, jesuítica e beneditina) não existiam nas Minas Gerais, pois deveriam ser fiéis ao Vaticano, mas esse não conseguia administrar todas elas, porque na era da exploração do ouro, todas as vilas estavam subordinadas a Portugal. Isso explica a ausência de ordens religiosas e a forte presença de irmandades e ordens terceiras.

Nas igrejas dirigidas por irmandades dava-se para perceber que estas igrejas eram muito mais simples do que as igrejas de ordens religiosas, por conta de seu acabamento, pinturas quantidade de ouro, esculturas, entre outros.

Apesar de ser uma Igreja Matriz – local em que, na teoria, não haveria separação de classes e todos são iguais -, ainda é possível identificar os estratos sociais. Nestas igrejas não havia bancos, portanto as pessoas ficavam de pé reunidas em seus grupos sociais: mais próximo ao altar ficava a elite enquanto que perto do nátex (parte mais longe do altar-mor) ficavam as classes dos trabalhados, artesãos ou escravos.

Saindo um pouco deste assunto de separação racial, observando os afrescos era possível perceber o conceito de céu e inferno. Bastava olhar para os desenhos de Mestre Ataíde na parte interna da cúpula da Igreja de São Francisco de Assis. Claro, calmo, eterno: o céu. Tudo que viesse contra esses três preceitos seria o inferno, tudo contrário a Deus.



Portanto, não importa o luxo interno ou externo das igrejas, das construções colossais que são: o que realmente importa é a conexão de cada um com o Transcendente, com Deus. 

domingo, 3 de novembro de 2013

Uma história sobre o ouro

No dia 7 de outubro de 2013, na segunda-feira à tarde estávamos na estrada, indo para Ouro Preto. Objetivos desta viagem? Havia muitos. Mas, entre os principais objetivos podem-se destacar as visitas às muitas igrejas feitas no estilo da arte barroca e visitar uma mina de ouro, atualmente inativa.

A cidade histórica de Ouro Preto (como Tiradentes, Mariana, Congonhas e São João Del Rei ), contém muitas histórias sobre o período colonial no Brasil. O ouro que foi exportado para Portugal, seguiu para a Inglaterra,  auxiliando o desenvolvimento da Revolução Industrial.

Mas não foi só o desenvolvimento das cidades europeias: a vila chamada Vila Rica (atual Ouro Preto) cresceu absurdamente. Em apenas alguns anos, os edifícios brotaram como cogumelos brotam na terra.

As igrejas eram enormes, sugerindo quantidades vultosas de ouro empregadas. Tudo isso para apoiar a ambição e o orgulho de muitas pessoas, enquanto os negros eram usados ​​como ferramentas: eles foram tirados de suas terras, comprados como outra mercadoria, punidos quando não cumprem com as exigências de seus mestres e, finalmente, a morte.

O Barroco teve uma característica forte: o horror do vazio. Tudo foi concluído, cada espaço minucioso. Esculturas estavam presentes em todas as paredes e altares de igrejas, cada um mostrando algo, ou representando alguém ou um grupo de pessoas.

Mas a exploração do ouro chegaria a seu ápice, e então começar a diminuir...  Os principais punidos eram os escravos nas minas, porque seus donos não entendiam o que estava acontecendo, a atribuindo a futura ausência de ouro à preguiça de seus instrumentos humanos...

Nas minas, onde houve uma forte presença britânica, assim percebida pela troca de fonemas, a expressão “why sir?” vira o famoso "uai so" mineiro. Toda esta informação que eu obtive quando viajava com meus colegas de classe.


Finalmente, posso dizer que esta viagem curta e breve me tocou sobre o passado de nossa nação, tão injusto, e o ato de conspiração que reflete a liberdade tão duramente conquistada...

Palavras-chaves: Ouro Preto, viagem, Vila Rica, desenvolvimento das cidades, Barroco, minas, presença britânica, "uai so", liberdade

Anseios e pensamentos

Minha expectativa com relação às Minas Gerais não se compara com o que eu realmente encontrei e vivenciei por lá.

A paisagem urbana diferenciada, singela de Tiradentes, tinha uma característica colonial. Prestava atenção no calçamento, portas, janelas, telhados, fachada das casas. Indagava a mim quantas vidas foram injustiçadas para que se fosse construído todo esse patrimônio da humanidade, que por contradição, é oriundo de atos desumanos de escravidão.  

Ao caminhar pelas vias estreitas de Tiradentes – afinal, não foi uma vila modelada para carros ou outros meios de transporte modernos -, as sensações me inundavam, como se estivesse numa realidade paralela.

Não tão diferentes foram essas sensações quando eu entrava em cada Igreja. Trabalhadas internamente em madeira e com um revestimento suntuoso de ouro – seja esse em pó, em folha ou líquido – impunham a grandeza da igreja ao mesmo tempo em que sugeria a singularidade do homem em relação a Deus. A Igreja de São Francisco de Assis, em Belo Horizonte – o nome da cidade reforça a vista que ela confere devido às construções belíssimas ali existentes – me provocou um grande impacto: a ausência daquele ouro, daquelas pinturas, a ausência do horror ao vazio. No lugar dessas ausências havia a forte presença de influências modernistas: a simplicidade pomposa, curvas auxiliando nesse aspecto.

Relembrei das igrejas do estilo do primeiro período do barroco: tantas imagens e esculturas de santos, cada uma com uma história a contar, mostrar ou representar. A Igreja de Santo Antônio, em Tiradentes, é considerada a segunda Igreja mais rica do Brasil, ficando atrás apenas da Matriz de Nossa Senhora do Pilar, de Ouro preto. Riqueza tanto simbólica, mas também em relação á sua construção: quase 500 quilos de ouro!

 Quando o ciclo do ouro chegou ao seu ápice, a mão de obra indígena já havia desaparecido: os brancos dizimaram os índios pelo contato com esses povos e pelas doenças trazidas.

A solução encontrada pelos portugueses foi de importar a mão de obra negra – inicia-se a escravidão de uma forma bruta e violenta. Foram os negros capazes de enfrentar a força física com a força moral, como dizia Martin Luther King Jr. durante os movimentos a favor do fim da discriminação racial nos EUA?  Com certeza, essa resistência surgiu. Numa cidade onde não havia nada e em questão de poucos anos tudo surge como cogumelos que brotam da terra, havia a resistência moral e psicológica dos negros.

A oposição se deu pela firmação de suas próprias culturas e traços característicos: a capoeira – hoje vista como uma das artes de luta para a defesa pessoal, mas servia para a defesa de uma cultura longínqua, que migrou de território e veio entrar em conflito com outra – e a congada.  O que vale não é o quanto se vive... mas como se vive.

Mas o ouro e o diamante que brilhavam em Minas Gerais, eram apenas o prognóstico do brilho maior: a luta pela liberdade. O anseio contido nos corpos, mentes e alma de toda a população.  Como diria Drummond: “A conquista da liberdade é algo que faz tanta poeira, que por medo da bagunça, preferimos, normalmente, optar pela arrumação”.

Visitar Tiradentes foi voltar ao passado... Os passos de Cristo que solveria os cristãos dos seus pecados, assim como a morte de Tiradentes que deu um passo à frente para a libertação da população brasileira. Sua vontade inundou os corações indomáveis de todos, assim como ocorreu nas manifestações de junho: o povo em busca de seus direitos.

Na Casa dos Contos entrei nos antecedentes da Inconfidência. Muita gente no mesmo espaço, o conflito estava formado, só faltava alguém para tacar fogo no pavio e acender as chamas da revolta. Contratadores têm suas casas tomadas, a dívida era muito grande, mas a ganância ainda era maior.

No Museu da Inconfidência, sinto-me apreensiva: muitas informações ao mesmo tempo, todas aparentemente simples, mas devem ser analisadas em conjunto, gerando um código enorme, que, decifrado, compõe os detalhes de toda a trama principal.

Intelectuais, militares, padres, comerciantes e proprietários abastados se reuniam em locais secretos. Imagino como era a tensão daqueles ambientes ocultos em que tramavam planos malignos (de acordo com o ponto de vista metropolitano).

Finalizo o meu pensamento; penso por mais uns instantes e começo a transcrever todo o rascunho mental que havia feito; lembro-me novamente dos morros íngremes, que devem esconder mais daquelas pedras preciosas tão cobiçadas em séculos passados... A segregação racial surgida nos corações humanos para ambientes sagrados contrariava as pregações de São Francisco sobre a pobreza, igualdade e simplicidade.

Afinal, como dizia Bob Marley: “Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra”.



Texto: Lara Judith

Palavras-chaves: Minas Gerais, Tiradentes, período colonial, Igrejas, Casa dos Contos, Museu da Inconfidência, intelectuais, militares, padres, pedras preciosas.

Impactos físicos do turismo

O turismo envolve pessoas e destinações gerando consequências tanto benéficas quanto maléficas no meio ambiente onde é desenvolvido. A percepção destes impactos não é fácil de ser medida, visto que o turismo interage com diversos setores da atividade econômica e envolve também modificações nos aspectos físicos e sociais. 

Os impactos nos chãos das cidades históricas foram mais graves em certas áreas (principalmente perto do centro), que em outras. O exemplo desse agravamento pode-se citar o chão de pedras original de ouro preto que foi substituído por paralelepípedos.


Além de terem sido trocadas por paralelepípedos, estes já têm sido degradados também.


Palavras-chaves: turismo, impactos, cidades históricas.
Fonte: pesquisa de campo nas cidades históricas.

sábado, 12 de outubro de 2013

Apresentação

Eae povo!! Tudo bem?
Somos um grupo de alunos do 1ºC e nos chamamos:
Lara Judith, Lucas, Fabricio, Antônio, Leonardo, Bento, Vinicius e Luca. 
Esse blog foi criado com o intuito de mostrar um pouco mais a vocês sobre as cidades históricas de Minas Gerais: aquelas que foram tombadas como Patrimônio Histórico e da Humanidade.
Esse blog surgiu após uma viagem que fizemos a essas cidades, portanto contam um pouco das nossas experiências e sensações... além de ter uma pegada histórica.
Qualquer dúvida ou sugestões podem postar/comentar! 


Foto da cidade de Tiradentes por Lara Judith